Cheguei a casa cansado, almocei e liguei o PC para averiguar se possuía algum tipo de mensagem escrita nas minhas caixas de correio. E eis que, infelizmente, me deparo com a mensagem em cima, de um dos meus assíduos visitantes (segundo a informação), Né.


Com todo o respeito, caso me responda novamente, Né, pouco ou nada tenho mais a acrescentar. Dediquei-me ao trabalho de o responder, ainda que pensando que tal não seria necessário para alguém com a sua mentalidade:

'caro Né, recebi o seu comentário e, a verdade, é que fiquei um pouco desiludido. Na minha modesta opinião, não sinto que esse seu motivo seja suficiente para me abandonar. Inicialmente, pensei ser uma brincadeira (quanto mais me informou da sua idade). Já agora, não tendo nada a haver com o caso, o meu blog é a minha vida (ou parte dela) e, assim, nele incluo todos os meus gostos e aptidões possíveis. Já agora, só a título de curiosidade, sempre nutri um amor incondicional pelos dragões (clube de eleição até aos meus 7/8 anos), embora seja mais agarrado, na fase adulta, à malta benfiquista.

Respeitosamente, despeço-me, e espero a sua mudança de pensamento.'

Espero que repense e mude a sua opinião que, com todo o devido respeito (novamente), já tem idade suficiente para isso.

A mulher chega em casa e encontra o esposo, na cama, com outra, 25 anos, bonita, com tudo no sítio, bronzeada, cheia de amor para dar...

Arma o maior escabeche, mas o marido interrompe-a:
Antes deverias ouvir como tudo isto aconteceu... Encontrei esta jovem na rua, maltrapilha, cansada e esfomeada. Então, com pena do estado dela, trouxe-a para casa. Servi-lhe o jantar que tu não comeste no dia anterior com a mania das dietas, guardei o jantar no frigorífico, lembras-te?

Ela estava descalça, então dei-lhe aquele par de sapatos que, como foi a minha mãe que te deu, nunca usaste. Ela estava com sede e eu servi-lhe aquele vinho que estava guardado...para aquele sábado que prometeste mas que nunca chega... pois, dói-te a cabeça, estás cansada e tens muito que fazer.

As calças estavam rasgadas, dei-lhe aquele par de jeans quase novo...que ainda estava em perfeito estado, mas não te servia.

Como ela estava suja, aconselhei-a a tomar um banho.... no final, dei-lhe aquela perfume francês novinho que nunca usaste porque não era a tua marca favorita.

Então quando já estava saciada perguntou:

-Senhor, não tem mais nada que a sua esposa não use?
Nem respondi!!!!!!!.............Dei logo!!!

Caros escritores, caros músicos, caros jornalistas e reporteres, caros advogados, caros futuros 'alguéns', sugiro pessoalmente que, ao escrever ou publicar qualquer artigo, não esquecer de colocar a respectiva data em que tal é elaborado. Uma data pode lembrar um momento.

Há um ano (dia 24), conheci uma menina (mais velha, é certo, mas era-o ainda) muito bonita e inteligente que logo me cativou e a amizade floriu. Foi há um ano, eu sei. E perto de um anjo, comecei a magicar, as letras iniciaram a sua transformação, as palavras juntavam-se em intervalos e, de repente, tinha um poema estruturado na minha cabeça. 'Caneta, papel...', pensava eu numa correria. Antes dela, perto de quatro meses que não elaborava um texto.

Há um ano, ensinei, mas também aprendi, que a vida não é um pilar. A vida não é um artefacto. A vida não é protótipo pelo qual se caminha. Aliás, a vida apresenta vários sentidos. A vida e o tempo são aliados e, com este último, se constrói a primeira. E, desta amizade, nutri um saber. 'O Tempo é hoje', dizia.
- O Tempo é hoje!

Mas, 'o que é bom acaba depressa', lá diz o ditado. Infelizmente, esta menina (que, cá, virou já mulher), devido a doença e problemas familiares (ela diria que não, mas sei-o bem), teve de se mudar. E eu, há já algum tempo que não lhe falo. Mas, por mais que não o faça cara-a-cara, vai ser hoje!

'(...)
E, hoje, sento-me aqui sozinho,
com um lugar à brisa do ar,
e digo num tom tão baixinho:
'é teu, se decideres voltar' '

by Otário
'






Era uma vez uma menina
que ficou no meu coração,

entrando no cc sozinha,

e regateando com o João.


Hoje, sai daqui uma mulher,
uma senhora que, num bom canal,
se mostrou e fez crescer

na grande sic radical.


Adeus, ó JOana Dias,

boa sorte para o futuro,
que nos dês mais alegrias
no início de um novo rumo.


by: Otário

Ao assistir a um programa na RTP2, sou esclarecido:
  • A razão dos chineses existirem no mundo num número tão elevado é: 'apareceram primeiro'.
  • A razão dos chineses terem aparecido primeiro no mundo é: 'através de relações alienistas'.
E tudo se resume num espécime de crânio encontrado entre a China e o Tibete, datado de 900 anos. Claramente, arqueólogos curiosos no caso, dotam da minha opinião: tal diferença entre esse e outros, é que tal crânio provém de alguém humano com uma qualquer deformação.

Mais um episódio curioso na já muito falada sociedade chinesa que é, aqui, alvo de críticas de alguns historiedores de aliens por, supostamente, esconderem a sua verdadeira identidade/origem.
Texto verídico de um gajo que não queria ir à tropa:

ExmoSr. Ministro da Defesa, Venho deste modo explicar-lhe uma situação delicada que tem vindo a Ocorrer, de maneira a poder obter um eventual apoio vindo de VossaExa; Tenho 24 anos, e fui esta semana chamado para ir à tropa. Sou casado com uma viúva de 44 anos, mãe de uma jovem de 25 anos, da qual sou ~ _padr-asto O.Lme.Y...Wlis,~-1u:l?ao4r.o,~!t..sou:g~~ es~ajovemem questão. Neste momento, o meu pai passou a ser o meu genro, uma vez que se casou com a minha filha. Deste modo, a minha filha, ou chamemos-lhe, enteada, passou a ser a minha madrasta, uma vez que é casada com o meu pai A minha esposa e eu tivemos, no mês passado, um filho. Esse filho tomou-se o irmão da mulher do meu pai, portanto o cunhado do meu pai. O que faz com que seja o meu tio, uma vez que é o irmão da minha madrasta. O meu filho é, portanto, o meu tio... A mulher do meu pai teve no Natal um rapaz, que é ao mesmo tempo o meu irmão, uma vez que ele é filho do meu pai, mas o meu neto por ser o filho da minha enteada, filha da minha esposa. - Desta maneira sou o irmão do meu neto! !... E como o marido da mãe de;uma pessoa é o pai da mesma, verifiquei que sou o pai da minha esposa, e o irmão do meu filho. Resumindo: sou o meu avô!!! Deste modo, Sr Ministro, peço-lhe que estude pacientemente o meu Caso, porque a lei não permite que o pai, o filho, e o neto sejam chamados à tropa na mesma altura.Agradecendo antecipadamente a sua atenção, mando-lhe os meu melhores cumprimentos.
Era o intervalo para o 3ª aula da manhã e eu, com pouca vontade devido ao barulho exterior, dirigi-me à sala de aula mesmo antes da campainha soar. Ao chegar, deparo-me com um aluno sentado num dos bancos, a chorar, agarrado ao telemóvel. Baixo-me nas escadas e, por um momento, sinto pena e chego a pensar reconfortá-lo, perguntando se estaria bem ou se precisava de algo. E é aí em que olho a sua face, outrora coberta pelo seu meio cabelo longo, e questiono: 'Epá... isto é uma gaja ou um gajo?'. E fiquei na dúvida. Como iria estabelecer diálogo assim? Das 2/1:

ou perguntava qual o seu sexo (o que penso que levaria a mal) ou tentava com que me mostrasse o seu dito cujo (o que também penso que não agiria lá muito bem. Espero eu. Porque ela era horrível. Ou ele. Tanto faz!).

Então, a campainha explodiu e fui à minha vidinha.
Aquele costume dos adultos irem à igreja enchia Ana de suspeitas. A ideia do culto colectivo ia contra o sentido íntimo das conversas com o Tio Deus. Quanto a ir à igreja para se encontrar com o Tio Deus, era absurdo. Se ele não estava em toda a parte, então não estava em parte nenhuma. Não via a relação entre a igreja e «falar com o Tio Deus». Para ela tudo era claro: ia-se à igreja para receber a mensagem quando ainda se era pequeno. Uma vez recebida a mensagem, saía-se para agir. Quem continuava a ir à igreja é porque não tinha recebido a mensagem ou não a tinha compreendido, ou simplesmente «para se mostrar».

A curiosa insistência da catequista Senhora Haynes e do Reverendo Castle em usarem as palavras «ver» e «conhecer» tão fora de propósito eram facadas no coração de Ana. Certo domingo, no sermão da missa, o Reverendo Castle falava de «ver» o Tio Deus, de comtemplá-lo «frente a frente». saberia ele sequer o perigo que o ameaçava? Ana agarrou-me a mão e apertou-a com força, abanando a cabeça. Lutava com todas as suas forças para extinguir o seu fogo interior, que, uma vez liberto, teria fulmonado instantaneamente o Reverendo.
E, apropósito de fogo, digamos que os do inferno do Porco Sujo não passavam de brandões fulmegantes ao pé do fogo do coração de Ana.
Num murmúrio que ecoou por toda a igreja, disse-me: - E o Qu'é qu'ele vai fazer s'o Tio Deus não tiver cara ninhuma? Nem olhos, ahn, Fynn?
O Reverendo hesitou um instante, depois continuou subindo o tom para atrair a atenção e os olhares dos seus paroquianos.
Ana repetiu distintamente: - O qu'é qu'ele vai fazer?
- Não faço ideia - murmurei eu como resposta.
Ela puxou-me o braço para eu me aproximar e colou a boca ao meu ouvido: - O Tio Deus não tem cara - segredou ela.
Voltei-me para ela, curioso: Como é isso?
Ela tornou a colar a boca ao meu ouvido: - Proque não percisa de se voltar par' ver o que 'tá à volta dele, sabes? - E tornou a encostar-se no banco sacudindo a cabeça afirmativamente e cruzou os braços marcando bem o ponto final.
No caminho de regresso, perguntei-lhe o que ela tinha querido dizer com «... não precisa de se voltar...»
- Bem - disse ela -, eu tenho uma «frente» e umas «costas», e par' ver o que 'tá atrás tenho de me voltar. O Tio Deus não.
- Então. como é que ele se governa?
- O Tio Deus só tem «frente», não tem «atrás».
- Ah, compreendo! - disse eu.
A ideia de o Tio Deus não ter «atrás» pareceu-me tão engraçada que, apesar de todos os esforços, não consegui evitar uma enorme gargalhada.
Ana ficou muito espantada com o meu riso.
- De qu'é que 'tás a rir?
- Da ideia de o Tio Deus não ter atrás - disse eu, quase sem fôlego.
Encarquilhou os olhos um momento, esboçou um sorriso e depois todo o seu rosto se iluminou: - É verdade, que não tem! Nem atrás, nem cu, nem coisa ninhuma. - E as gargalhadas desceram toda a rua em vagas que fizeram estremecer à passagem todo o grupo de cristãos convictos do domingo, que franziram o sobrolho.
- O Tio Deus não tem cu! - começou Ana a cantar com a música de «Avante, Soldados de Cristo!»
Os cristãos convictos ficaram horrorizados. «Abominável!», disse o fato de domingo, que se sentiu amarrotado, «Uma verdadeira selvagem!», rangeram os sapatos de verniz, «Diabólica!», tilintou a corrente de ouro do relógio batendo na barriga do colete, mas Ana continuava a rir, de sociedade com o Tio Deus.
Ao voltar a casa, Ana exercitou-se comigo no seu novo jogo. Conforme se lançava espiritualmente para Deus, precipitava-se para mim fisicamente. «O Tio Deus não tem rabo» não era uma fantasia, nem uma brincadeira de criança, nem um disparate. Era assim que nela o espírito levantava voo. Por meio de tais conclusões, lançava-se para os braços do Tio Deus, e o Tio Deus recebia-a. Ana tinha a certeza de que ele o faria, que não a deixaria cair, que não corria o menor risco. E que não havia outra coisa a fazer senão isso. Para se salvar.

Ps: Todo o texto acima foi retirado ao livro em questão e pertence-lhe. O livro é constituído em vários capítulos e a selecção acima é da responsabilidade do administrador do blog. Perdão por qualquer erro que possa ter cometido.
A Morte chama

(A peça passa-se no quarto da casa de dois andares de Nat Ackerman, algures em Kew Gardens. Alcatifa de parede a parede. Há uma enorme cama de casal e um grande dossel. O quarto está mobilado e decorado requintadamente e nas paredes há quadros diversos e um barómetro nada atractivo. Música suave quando o pano sobe. Nat Ackerman, um fabricante de roupa, de cinquenta e sete anos de iadde, careca e com barriga, está deitado na cama, acabando de ler o Daily News de amanhã. Veste um roupão e calça chinelos e lê sob a luz de um candeeiro colocado na cabeceira da cama. É quase meia-noite. Subitamente ouve-se um barulho, Nat levanta-se e olha pela janela.)

Nat: Que raio de coisa é esta?
(Trepando desajeitadamente pela janela dentro, surge um vulto sombrio e embuçado. O intruso veste um capuz negro e calças justas também negras. O capuz cobre-lhe a cabeça mas não o rosto, o qual é d emeia-idade e lívido. Parece-se um pouco com Nat. Está audivelmente cansado e raivoso e, saltando pelo parapeito, cai no interior do quarto.)

A Morte (pois não é outra senão ela): Meu Deus. Quase que partia o pescoço.
Nat (olhando embaraçado): Quem é você?
A Morte: A Morte.
Nat: Quam?
A Morte: A Morte. Arranja-me um copo com água?
Nat:
A Morte? O que é que quer dizer com isso de ser a Morte?
A Morte: O que é que se passa consigo? Você não vê o fato negro e o rosto esbranquiçado?
Nat: Sim.
A Morte: Estamos no Carnaval?
Nat: Não.
A Morte: Então eu sou a Morte. E agora pode-me arranjar um copo de água - ou uma água tónica?
Nat: Se isto é alguma brincadeira...
A Morte: Qual brincadeira? Você não tem cinquenta e seta anos? Nat Ackerman? Rua do Pacífico, cento e dezoito? A menos que a tenha perdido - onde é que está aquela carta de chamada? (Remexe nos bolsos até que tira um cartão com uma morada escrita. Parece corresponder.)
Nat: O que é que quer de mim?
A Morte: O que é que que quero? O que é que pensa que eu quero?
Nat: Você deve estar a brincar. Estou de perfeita saúde.
A Morte (sem se impresionar): Hum, hum (olhando em torno). Uma linda casa. Foi você que a fez?
Nat: Tivemos uma decoradora, mas trabalhámos com ela.
A Morte (olhando um quarto na parede): Adoro essas crianças de olhos grandes.
Nat: Ainda não quero ir.
A Morte: Você naõ quer ir? Por favor, não comece. Já me basta o enjoo com que fiquei da escalada.
Nat: Qual escalada?
A Morte: Trepei pelo algeroz. Queria fazer uma entrada dramática. Vi as enormes janelas e você a ler, acordado. Imaginei que merecia uma coisa em beleza. Eu trepava e depois entrava com um pouco de - está a ver... (faz estalar os dedos). Porém o salto de um sapato prendeu-se-me nalguma gavinha, o algeroz partiu-se e fiquei pendurado pelo pescoço. Foi então que a capa se começou a romper. Olhe, vamos embora. Foi uma noite agitada.
Nat: Você partiu-me o algeroz?
A Morte: Partido não está. Ficou um bocadinho entrotado. Você não ouviu nada? Foi cá um estrondo quando caí no chão.
Nat: Estava a ler.
A Morte: Devia estar mesmo absorto (agarrando no jornal que Nat estava a ler). «ESTUDANTES PRESAS NUMA ORGIA DE HAXIXE.» Pode-mo emprestar?
Nat: Ainda não acabei.
A Morte: Hum - não sei como lhe hei-de explicar, pá...
Nat: Porque é que não se limitou a tocar à campainha?
A Morte: Estou a tentar explicar-lhe, podia tê-lo feito, mas qual era o aspecto que isso dava? Desta forma consigo umpouco de dramatismo. Um bocadinho. Leu o Fausto?
Nat: O quê?
A Morte: E se você estivesse acompanhado? Está aí sentado com gente importante. Eu sou a Morte - acha que devia tocar à campainha e agarrá-lo de caras? Onde é que está a sua inteligência?

(...)


Ps: Todo o texto acima foi retirado ao livro em questão e pertence-lhe. O livro é constituído em vários capítulos e a selecção acima é da responsabilidade do administrador do blog. Perdão por qualquer erro que possa ter cometido.