Amor platónico
(ou talvez não)


Silvina Maria tinha um fetiche por lâmpadas.
Sempre que via uma lâmpada a sua libido aumentava.
O seu Homem, chegado o fim de semana, encontrava-se
completamente estafado de tanto esforço sexual.

Então, optou por retirar todas as lâmpadas que haviam por casa e começou a tomar o pequeno-almoço à luz das velas, a tomar o almoço à luz das velas, a tomar o lanche à luz das velas, a tomar o jantar à luz das velas, a tomar banho à luz das velas, a fazer as necessidades à luz das velas, a ler e escrever à luz das velas, a ver o noticiário à luz das velas, a ouvir rádio à luz das velas, a ver filmes à luz das velas, a fazer tudo o mais à luz das velas, com Silvina, e notava que a sua libido diminuira.

Um dia, de tantos outros que passaram,
o seu Homem chegou-se a ela e disse:
- Silvina, desde que mudei as lâmpadas,
cá em casa não há acção e o meu ordenado é
gasto em fósforos. Desculpa, mas não pode continuar.

E assim, seguiram caminhos diferentes:
Silvina acabou casando com um electricista masoquista
e o seu antigo Homem permanece, ainda hoje, sozinho,
sem conseguir esquecer o amor da sua vida, arrependendo-se
profundamente de, em tempos idos, não ter optado por comprar isqueiros.

OT
-------------------------------------------------------------------------------
E agora, respondendo aos desafios de Ritinha, que me presenteou com mais dois selos.
Merci beaucoup! Danke! Muchas Gracias!

J'Adore tien Blog

Consiste em:
1º - colocar o selo no blog;

2º - divulgar as regras;
3º - confessar 5 coisas que gosto de fazer;
* Dormir
* Ver Wrestling
* Escrever
* Jogar Gamezer
* Passear
(e comer diospiros...)

4º - indicar 10 blogs a quem envio o convite e informar cada um dos blogs.


BLOG DORADO



As regras são:
1º - Postar o link de quem enviou;

Truz Truz (quem é?)

2º - Escrever o significado;
As cores predominantes são o dourado e o azul. O seu significado é o seguinte:
* Dourado: representa a sabedoria, a riqueza e a claridade das ideias;
* Azul: paz, profundidade e imensidão.
O prémio em si representa a união entre os blogueiros.
3º - Passar até 15 pessoas.

Passo a quem vier por bem.
O Otário, com exames à porta, está sem cabeça para vaguear a informar os desafiados.
Peace and Love e tal! Abraços e afins... vou ali sentar-me e depois vou dormir.
Até mais ver!
A rua que se vê da rua
(a família Beringela)

A família Beringela, distintamente conhecida como 'a família que vive no fundo da rua', vivia no fundo da rua. Ora, um dia, uma nova rua, à frente da família Beringela, foi construída.
A família Beringela, após tal incisão, deixou de poder usufruir de tal estatuto, pois já não era a família que vivia no fundo da rua, mas a 'família que vive perto da família do fundo da rua'.

Alcagoita Beringela, chefe de família quando, por fim, acordou uma manhã e, por acaso, olhou para o lado e se deu conta que, por frente à sua habitação, existia agora uma outra rua, retirou a sua mão do fundo do bolso das calças e, após fazer um cálculo matemático com seus dedos, lá concluiu que um e um são dois e que, naquela manhã, existiam, não uma, mas duas habitações e, como gostou de apelidar no momento,
'duas famílias a viver no fundo da rua',
mal se apercebendo Alcagoita que, se no limiar de uma rua se inicia
uma outra, a primeira rua deixa de ter fundo e começa, somente, a ter fim.
A família Beringela vivia 'no fim da rua' perto da
estreada família que habitava no 'fundo da rua'.

Mas a família Beringela nunca se preocupou muito com essa mudança.
Por outro lado,
ainda hoje, não conseguiu desvendar o mistério de tal aparição
de uma nova rua da noite para o dia...

OT
Time is on my side
(Feliz Dia, minhas crianças!)


Hoje, quando me levantei , calcei os chinelos, evacuei, me lavei bem lavadinho e, mais tarde, liguei a televisão no jornal da RTP1 para me informar caso o mundo já tivesse acabado (e não fosse necessário me dar ao trabalho de sair de casa), eis que li em rodapé que hoje, dia 1 de Junho, é Dia Mundial da Criança!

Ora, muitas BoAs TaRdEs crianças que
me visitam!!!

Porque, lá no fundo, todos nós somos crianças, porque, lá está, temos todos uma criança dentro de nós e essa tanga toda.
Ah, e também, porque convém ser criança para se receber prendas em dias como este e, porque, lá está, não havendo Dia do Adulto supõe-se que o Dia da Criança inclua, de qualquer jeito, toda a gente.

(se bem que hoje não calhava nada mal 1 feriado...)

Portanto,
se és lagarto, vive este dia com tranquilidade.
se és do Glorioso, comigo ou 'sem migo', feliz Dia da Criança.
se és tripeiro, bora festejar com uns tremoços, carago!
Caso não sejas nem uma coisa nem outra,
tanto me faz como me fez. Não me aquece nem me arrefece.
E por aí a fora...

Ora vede a conversa do Otário com a sua modesta Tia,
a propósito deste dia tão especial ---------»
(clicai, clicai, para aumentar...)

OT

ps: publicação publicada mais cedo, antes das 15h15, porque, vejamos... o dia da criança é só hoje! Viva as mulheres que parem crianças!
Diz que é uma espécie de rubrica
(I, me and myself)
-III-

Alguém
1 Ainda bem que as pessoas são todas diferentes e não têm gostos iguais...
Alguém 2 Sim... se se desse o contrário, pensariamos e agiririamos do mesmo modo: na prática, eu seria tu e tu serias eu.
Alguém 1 Pois... e só nos destinguiriamos pelo nome.
Alguém 2 Pois.
Alguém 1 Pois.
Alguém 2 E pela beleza.
Alguém 1 Pois.
Alguém 2 Tu serias 'o feio'.
Alguém 1 O quê!?
Alguém 2 nada, nada...

Alguém 1 Estás a pensar no mesmo que eu?
Alguém 2 Ãh... ãh... diospiros?!
Alguém 1 Não porra, a festa do tetra do FCP!
Alguém 2 Sim, o que tem?
Alguém 1 Se os jogadores fossem todos como o Raúl Meireles, ninguém pintava o cabelo.
Alguém 2 Que usassem peruca...
Alguém 1 Oh... mas depois suavam da cabeça...
Alguém 2 E eu com isso... a cabeça não é minha...

Era uma vez um menino que estava na rua e encontrou
o pinóquio e o pinóquio diz para o menino:
- Porque é que tens o balão no nariz?
E o menino diz:
- Foi assim: eu estava na cama a dormir e a
minha mãe colou-me o balão no nariz.

(este texto foi feito cá pelo Otário lá pelos seus 6/7 anos
e, supostamente, deveria ser uma anetoda. Well...
não tem lá muita piada... ah, o Pinóquio...
ah.. ah... não, ainda não percebi...)

OT

Amílcar d' Almeida
(maldição testicular)
Imagem retirada daqui!

09/09/1969, Amílcar d' Almeida nascia, com pénis na cara, maldição lançada por um inimigo do seu avô, já o seu pai tinha nascido com os ouvidos no rabo e não deixava de usar calções de banho nas suas raras idas à praia e não deixava de se envergonhar pelo som ensurdecedor nas suas idas ao WC.


Diz, quem o conhece, que Amílcar é a encarnação do mal, que a explicação se encontra na simbologia dos números e diz, quem não o conhece, que Amílcar tem relações homosexuais com o Diabo. E diz, quem lhe quer mal, que o Diabo é travesti e usa saias e Amílcar tem gostos pouco peculiares. E dizem todos que Amílcar d' Almeida é um nome extremamente estúpido e de difícil pronunciação se repetido num período de longa duração; e que os pais eram demá ralé e pouco se importavam com o rebento. E todos, de uma maneira ou de outra, o consideram satânico, talvez pelo seu olhar escuro e tenebroso, protagonizado por uma sombra, é difícil viver quando uma simples festa no rosto conduz a uma ereção.

E chora quando rejeitado nas entrevistas de emprego, recusando-se a mudar de nome ou fazer uma cirurgia plástica, soluções eventualmente apontadas.
E receia a mudança das estações e uma eventual constipação.

E sonha encontrar o amor da sua vida,
renovar a sua desastrosa vida amorosa:
uma mulher com vagina no rosto que, no caso de querer
ter filhos, não o obrigue a assistir ao horripilante nascimento.


OT
--------------------------------------------------------------------------------
E agora, respondendo ao desafio de Ritinha,

Regras:
1. Publicar a imagem do selo e linkar o blogue que passou;

http://asetadocupido.blogspot.com/


2. Escolher 5 situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta;
Situações:
* nono ano... foi deveras espectacular. Tirando os 1º's exames :)
* a 1ª vez que provei diospiros
* a 2ª vez que provei diospiros
* todas as passagens pelo Algarve nas férias
* conhecimento de Nascimento
E a 3ª vez que provei diospiros...

well... cá o Otário repassa este prémio a ti, que me lês, porque és muito boa pessoa!
E o Otário gosta de pessoas boas!!!
O Homem sem anûs
(cu cu cu)

Era uma vez um homem que nasceu sem anûs.
O seu recto era liso como uma tábua de engomar.
E caía para trás se se tentasse sentar, porque não tinha apoio.

Quando foi pequeno não pôde andar em escorregas nem brincar em baloiços.
Se dormisse deitado, acordava de tal forma erecto que ficava uma semana sem se conseguir levantar. E na prática de relações sexuais não era, de todo, aconselhável ficar por baixo.

À medida que crescia, tornava-se cada vez mais complicada a sua vida: a roupa interior deixara de lhe assentar, pelo que começou a deixar de usá-la. Ao passar na rua o vento soprava-lhe ao de leve, e bastava uma leve brisa para as pessoas que lhe passavam notarem a sua calça sem fincos, perfeitamente engomada e fugirem do senhor nascido sem anûs, duvidando se seria portador de qualquer doença não, contudo, deixarem de o considerar deveras sexy, tal era a sua suposta assiduidade.

Não podia ouvir falar de cozido, de cozer e coser, de cozedura, de cozinha, de cozinhado, de cozinheiros, de comer, de comida, de culinária, de coelho, de coração, de comitivas, de corridas e colissões, de cucos, de brancos e escuras, de ricos e bancos, de acordâncias, de comandos, de curas e curativos, de cuidados, de cunhas, de culpados e culpas, de circo, de curiosidades e cusquices, de comentários, de acolher e acolhimento, de cuspidelas, de cercos, de ocorrer, de codornizes e cordeiros, de curdos, de escudos, do oculto, de ecologia e ecológico, de colegas, de acomular, de copular, de colunas e acústica, de coreanos, de cotovias, de cornetas, de curtas, de coronéis e corporações, de correcções, de correntes, de colecções, de cortinados e cortinas, de cortiça, de cursos, da cunhada, de currículos, de curvas, de escorbuto, de muco e cuspo, de cotovelos, de conexão, de quadros, de quadras e quadrados, do Equador, de quarentena, de quartas, de quandos e quais, de quases, de equações, de quartos, de quartéis, de aquíferos, do Marco Paulo e Paco Bandeira;
que se lhe vinha à memória a sua falta de cu, de traseiro, de rabo, a sua nascença sem anûs.

E entrava numa depressão profunda por se relembrar das suas dormidas em pé, tais já eram os calos que trazia nos calos dos calos dos pés.


OT
Diz que é uma espécie de Rubrica
(I, me and myself)
-II-


Alguém 1 Estou zangado comigo
Alguém 2 Ai sim!? E então porquê?
Alguém 1 No outro dia disse cá para mim: Ó TU - que sou eu -, não te esqueças de assistir aos filmes do FDS!
Alguém 2 E depois? Esqueceste-te?
Alguém 1 Não. Aprendi que não posso confiar em mim.
Alguém 2 Como assim?
Alguém 1 Gastei mal o meu tempo e acabei por não estudar.
Alguém 2 Oh... mas isso só acontece porque és parvo.
Alguém 1 Não, desculpa, parvo és tu!
Alguém 2 Não, tu é que és!
Alguém 1 Quem diz é quem é, toma, toma!
Alguém 2 Estás-te a ver ao espelho, olha... Ahhhhhhhhhhh!
Alguém 1 Vê lá se não queres ser afagado com uma festinha deveras forte... levas um açoite que até ficas a ver o sol à noite...

Alguém
2 Estás aí?
Alguém 1 Estou.
Alguém 2 Mas estás mesmo aí?
Alguém 1 Epá, estou.
Alguém 2 Não queres vir até aqui?
Alguém 1 Não.
Alguém 2 Porquê?
Alguém 1 Porque aí estás tu.
Alguém 2 Racista!!!
Alguém 1 Como posso ser racista contigo se somos ambos da mesma raça!?
Alguém 2 ... tu és da raça de estúpido.
Alguém 1 Mas isso nem sequer faz sentido!!!
Alguém 2 Ah sim? E tu, fazes sentido?

Era uma vez um sapo que namorava uma pomba.
Um dia, apareceu uma sapa nova nas redondezas e
o sapo, quando a viu, fez com ela sapinhos.
Quando a pomba descobriu, chegou-se perto do
sapo e cagou-lhe no olho e o sapo ficou cego.

Moral da história: mais vale um pombo
na mão que uma caganita a voar.

OT
coiso-do-coiso.coisot.coisom
(eu coiso, tu coisas, nós coisamos)


A técnica do 'coiso' sempre resulta como um bom início de conversa (não que a conversa seja boa, mas já lá vamos), para quebrar o gelo.

Imagine-se duas personagens.
À primeira chamemos-lhe Cutilde.
À segunda chamemos-lhe Ambrósio.
Para abreviar, serão o Cu e o Brosi.

Ora, a Cutilde e o Ambrósio encontram-se na paragem de autocarro, sem ninguém ao redor, e pensam ambos para consigo: 'Ah, carago! Agora veio-se-me aqui este magano chatear-me a mona. Ah, c'a neura... mas qu'a chatice! Lá terei eu de magicar alguma cosa, até parece mal... mas qu'hei-d'eu disser? C'a porra!' (as 2 personagens têm origens alentejanas, ora bem)

E então, eis que se achega a Cutilde ao Ambrósio e diz-lhe assim, sussurrando, como quem não quer a coisa:

Cu - Ó Ambrósio, já sabes do coiso?
(logo aqui desperta a atenção do Ambrósio)

E o Ambrósio responde:
Brosi - Qual coiso?

Cu - O coiso c'a faleceu engasgado com um amendoim na faringe!

Brosi - Na faringe? Não quererás dizer 'na traqueia'?

Cu - Ah, isso já na sei, foi no pescoço.

Brosi - No pescoço? Não terá sido na garganta? Hum...

A partir da informação relativa ao 'coiso', que por vezes nem se chega a saber quem é, iniciam um diálogo duradouro, e falam da filha da vizinha que pariu e está mais gorda, ah que a miúda é feia e o marido já não a usa, e que a mulher do rés-do-chaõ anda muito chegada ao marido da do 1º direito, e que os preços do Pingo Doce não são tão baixos assim, e que está sol.

E prontos.
É isso.

OT

Aproveito aqui para deixar os parabéns à minha irmã, porque, pelo que parece, faz hoje precisamente 14 anos que ela foi parida, de modos que é algo para celebrar. Tenho a acrescentar que, ao longo destes 14 anos em que a aturo, tenho achado a experiência deveras interessante.

E prontos! Gosto sempre de aniversários, porque há sempre um bolinho ou vários bolinhos, embora ontem tenha por cá ouvido que o jantar há-de ser peixe. E é sempre bom ter irmãos, porque, lá está, não se vai impedir um irmão de entar na ramboia do aniversário. É uma das vantagens de se ter irmãos! Parabêns pelos teus 14 anos, para o ano já posso afirmar que já tens um quarto de meio século e que estás a ficar velha. Pimbas, olarilolilas!
Tese do Ambrósio
(A América dos Americanos)


Cá para mim o Ambrósio é o Pai Natal. Sempre suspeitei.
A Senhora dos Ferreros Roché deverá viver congelada até Novembro (tipo Saw III), até que é descongelada no Natal, acordando com um desejo enorme de algo.
O Ambrósio deverá ora ser castrado, ora homossexual. Só isso justifica dar bombons à senhora quando ela se encontra com desejos.



Por vezes imagino-me a viver as séries americanas, onde o pequeno-almoço é levado à cama e questiono: 'Mas esta gente não lava os dentes?'. Que bom é acordar com leite e torradas ao colo sem ter de expelir muco, da passsagem de fluor pela saliva. E viver assim todas as manhãs sem que qualquer cárie nos surja na boca.

Se adormecer entre um imenso coqueiro, lá p'ás Américas, decerto já não me espanterei ao acordar com um coco na testa.
Ou estarei a sonhar ou fui escolhido como secundário numa série qualquer.

Ou não.
É normal cair cocos de coqueiros.
Mas duvidava.

OT
A pessoa do sexo masculino que é o Senhor.
(Ai valha-me Jesus, Ai valha-me Jesus!)


Justino Cabral Fonseca de Melo Corvo de Andrade Pacheco Faria dos Limões Machado da Silva Pereira era um homem constrangido e calado.

Desde os tempos de escola que se via alvo de insinuações face ao seu nome.
Havia quem lhe chama-se 'Limão Manchado', alusão ao seu aspecto louro e tendência a corar; outros passavam à sua beira perguntando 'Ó Cabral, como vai a Pacheca da sua mãe?' ou 'Ó Pereira, já amadureces-te?'

Em adulto, entrou-se-lhe uma melga pelo anûs acima enquanto expelia fezes do jantar anterior.
- A culpa foi das Filetes de Pescada - lamentava-se.
E nunca mais comeu peixe na vida.

Virou-se para a salada. E apaixonou-se pelos pratos de ervilhas:
ele era ervilhas na sopa, ervilhas com milho, ervilhas com puré, ervilhas com esparguete, ervilhas com arroz, ervilhas com batata, creme de ervilhas, até ervilhas com ervilhas ele comia. O seu fetiche por ervilhas tornou-se tal que se deu ao trabalho de as comer uma a uma; para as saborear bem, dizia.

Sua mãe, preocupada, chegava-se perto e informava:
- Justino, é bom que desistas desse teu fetiche por verduras e arranjes uma mulher.
Noutras ocasiões, já frustrada, gritava:
- JUSTINO! FAZ FAVOR DE PROCRIAR! ERVILHAS NÃO ME TRAZEM NETOS!

E Justino ouvia, calado.

Quando sua mãe faleceu, Justino não comeu durante dias.

Seu pai afirmava:
- Justino, tem tino. Segue em frente.

E Justino, confiando no pai, deu um passo decisivo em frente.
E pisou um enorme cócó de cão. E pensou:
'É desta! Nunca mais aceito conselhos do meu pai!'

Ao casar, o padre, antigo colega, fez troça de Justino nos votos, proferindo o seu nome completo.
A cerimónia foi suspensa por a companheira acusar
Justino de ter um nome muito comprido,
factor determinante no futuro da relação.


Assim morreu Justino,
sozinho, calado.

Já nem ouve, de morto.

OT
Diz que é uma especie de rubrica
(I, me and myself)
Alguém 1 Quando for grande quero ser como eu.
Alguém
2 Queres ser como tu?
Alguém 1 Sim, mas mais bonito.
Alguém 2 Como queres 'ser' como tu? Já és tu, sabes?
Alguém 1 Que seja! Mas quero ser mais.
Alguém 2 MAS COMO PODES SER MAIS TU se tu não deixas de ser tu?
Alguém 1 Não deixo de ser eu? Então e se eu viver como um cão e começar por aí a ladrar?
Alguém 2 Ora, aí talvez passes a ser 'Eu imitando um cão a ladrar'. Mas não serás um cão...
Alguém 1 ??? Não serei um cão ???
Alguém 2 Não.
Alguém 1 E se o cão começar a falar como pessoa? Não deixa de ser cão?
Alguém 2 Acho que não. Passa a ser 'o cão que fala como pessoa'.
Alguém 1 Então, isso quer dizer que eu não posso ser o que não sou?
Alguém 2 Não. Quer dizer que, o que não és, e nunca poderás vir a ser, não serás.
Alguém 1 ...
Alguém 2 O k?
Alguém 1 Não foi isso que eu disse?
Alguém 2 Tu não disses-te, escreves-te.

Alguém
1 nhoc nhoc
Alguém 2 Quem é?
Alguém 1 O carteiro.
Alguém 2 Traz carta para mim?
Alguém 1 Não. Só para cães.
Alguém 2 Mas os cães não lêem!!!
Alguém 1 Ah, e agora é preciso ler para se receber cartas?


Se a vida te der limões,
não faças limonada.
Bebe antes aguiinha.

E terás limões para toda a vida.

Otarismo.

OT