O meu primeiro amor...

...não foi uma anã. Sou um rapaz que procura grandes qualidades numa mulher, de modos que este amor deve ter ficado pelo quarto lugar.
O que já não é mau, dada a estatura.

Aconteceu que, na altura, ainda mal tinha eu achado o meu primeiro pêlo púbico, os meus pais não me davam mesada e eu olhava para o chão à procura de moedas. De modos que via a moça muito bem.

Mas ela assustou-me quando recebi a notícia de que teria entrado em disputa com uma outra moça, essa mais alta do que eu. E pensei: 'Epá... se ela conseguiu chegar até lá acima, imagino o que fará às minhas partes baixas se lhe pedir em namoro.', e amansei pelo medo.

Decerto penso ter tomado a atitude correcta, tanto
que, para cúmulo, ela só tirava notas baixas.
E aparecia poucas vezes nas aulas.
Perdoe-me quem sofra de nanismo mas, ela,
efectivamente, era uma pequena aluna. De todo.

E não me enchia as medidas.

Mas ficou na minha vida.

Em nota de rodapé.
Nunca antes criei uma lista e desejos.
Acho que ando a ficar lamechas.
É verdade, confesso que quase chorava ao
ouvir a Susan Boyle cantar recentemente.


Lista de Desejos do Otário:

1 - Dar o máximo na Licenciatura em Filosofia
(que não teve bom começo, por maus hábitos)

2 - Tirar um período de desacando após um
resultado positivo no ponto número 1.

3 - Deixar crescer o cabelo - fugir à tesoura de
minha mãe - e, eventualmente, fazer tranças.

4 - Assistir a um jogo no Estádio da Luz (no
qual ainda não tive oportunidade de entrar).

5 - Adquirir e aprender a utilizar Photoshop.

6 - Reabrir o ovariosdeotario e
torná-lo um bom projecto.

7 - Assistir todos os restantes filmes
da saga Saw no cinema.

8 - Publicar um livro
(plantar uma árvore, fazer
um filho e por aí além...
... mas essencialmente publicar um livro)

9 - Arranjar companhia feminina que não seja
complicada. (exacto, anda complicado...)

10 - Continuar a ser um rapaz bonito.
(o quê!? Acredito na minha mãe, ora essa...)

11 - Que a minha amiga Elisabete tenha sucesso nos estudos
(e com a qual espero estreitar laços no futuro. Nos últimos
tempos tenho-me refugiado nos me
us pensamentos.)

12 - E que o meu Benfica seja campeão da Champions!!!
(especialmente enquanto eu for vivo...
...e não têm desculpa, que eu ambiciono
viver muitos e longos anos...)
Vai-te FUCK' ear!

Dando uma opinião à Boucherie Mendes, este sujeito faz tanta falta aos anúncios do Pingo Doce como uma lesbiana a uma comunidade hetero.

E cria-se uma tal sensação de nervosismo cada vez que vejo esta cara, que em mim não havia desde que soltei um pum no 3º ano à frente da minha professora de Educação Física.

E isto já me anda a cheirar mal.
Não o pum. Mas o sujeito.

E é tão verdade que o Pingo Doce está para os preços baixos,
como os anões estão para o Basket.
Avé Boucherie.

É que alguma está mal, porque este tipo de anúncios
não me têm aumentado a vontade de ir ao Pingo Doce.



Eu sei que posso mas...


...lembro-me, que em pequeno, não era considerado uma pessoa muito faladora. E, um dia, uma colega habitual das minhas horas de almoço, na escola, dirigiu-se até mim e atirou-e à cara a seguinte declaração: 'Não sei porque és tão calado: os mudos querem falar e não podem e tu podes falar e não queres!' Na altura, normalmente, não abri a boca. Mas essa frase tornou-se de tal maneira impertinente em mim que, mais tarde, tentei dar azo à minha capacidade de comunicação e, a verdade, é que me tornei mais comunicativo a certa altura. Até um outro colega ficar comigo até aos cabelos e declarar que eu deveria aprender a estar calado.

Não podem dizer que eu não tentei mudar.
As pessoas é que não se decidem.
Ao meu alter ego.


Efectiva, indubitável e indiscutivelmente, a minha é maior que a sua.
Sincera, formal e pessoalmente, a minha sempre foi maior que a sua.

E por questões meramente lógicas:
eu já vi a minha e eu nunca via a sua.

Se bem que não seja algo que se mostre assim às pessoas.
E se bem que nunca me pedi que me amostrasse.
Mas, assim sendo, a minha continua a ser maior que a sua.
Porque sei como a utilizar e fazer o que bem entender com ela.
Porque sei que ela existe.

Mas esteja descansado que, apesar de o considerar verdade, não o ando a espalhar pelas ruas. Porque, apesar de me elucidar que a minha possa não ser a maior de todas, continuo, porém, considerando que a minha é maior que a sua.
E, por mais que me tente elucidar do contrário, não me fará mudar de ideias.
A menos que mostre a sua e a minha consideração por ela
sofra alterações. E embora eu não a aceitasse, por ser antiquado, não vejo melhor opção de me convencer. E porque, apesar de tudo, e o mais importante, eu sinto a minha e sei que a utilizo. E, se em algum momento, me conseguir convencer que a minha, afinal, não seja maior que a sua, eu não conseguirei aceitar essa ideia.

Porque, dentro da minha, permanecerá sempre a ideia de superioridade.
Porque, sendo minha, não se conseguirá desprender dessa ideia.

Na melhor das hipóteses, a minha poderá
ser um tanto menor do que julgo ser.
Contudo, sempre será maior que a sua.

As raparigas ficarão mais admiradas, e os rapazes mais invejosos, pela minha e, desse modo, pelo menos para mim, a minha consciência continuará a ser maior que a sua.

E, nesse ponto,
não terei de me preocupar.

OT
à minha face negra
||imagem Blog-do-Otario||

Dona Juventude passeia na Rua da Amargura, onde se perde nas redes da vida, e ainda não terá voltado ao lar de sua casa, onde sua mãe a espera com recordações quentes. Encruzilhada no labirinto da puberdade, onde termina se fechando no armário das memórias de quando era menina, as voltas são muitas para não dar a nenhum lado.
As saídas são várias, mas Juventude tem o receio de se perder na imensidão do desconhecido e prefere restar num espaço incomum que partir à busca de bem estar. Mas nem sempre as suas decisões batem certo com a alma, e as recordações quentes que sua mãe segura estão arrefecendo.

Corre Juventude, não percas a esperança,
que não fazer nada é fútil,
e és ainda uma criança.

Vai bebendo a vida em goles. Saboreia.

OT


Adormeço, está a chover.
Acordo, está a chover.
E eu assim: 'Será que estou a sonhar?'
'Será que o meu relógio não está certo?'
'Será que estou a dar em maluco?'

Como não consigo resolver as minhas questões, melhor
será pensar que a chuva, efectivamente, não parou.

Contudo, para via das dúvidas, vou ao meu portátil,
ligo a Internet e constato que, verdadeiramente, a
meteorologia prevê chuva. Mas não me fio na meteorologia.
Então, visto-me e saio à rua. E testemunho que,
evidentemente, chove, porque estou a ficar todo molhado.

Então, tendo resolvido o mistério,
volto a casa e deito-me novamente,
na minha caminha, porque toda esta
situação dá-me sono.

E é assim, em clima de rotatividade,
que vou vivendo a minha vida.


1440 minutos - O Jornal de Blog-do-Otario
(é clicar nas fotos para aumentar)
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Otarice nº 36
A prova que João Jardim é incontinente é que ele é da Madeira.



(imagem Google previamente alterada)

É noite.
Pénis e os seus amigos, os testículos, saltitam em cuecas
em busca do desejo do Pénis. É tão tímido!
Na noite anterior, quando Pénis visitava os seus amigos preferidos, Lábios, Seios e Nádegas, o desejo enganou Pénis e escondeu-se entre o frio.
Quando começou a amanhecer, e para não ser descoberto,
Pénis não teve alternativa senão partir sem ele.
Não se pode fazer barulho, porque a Nádegas está
desejosa por conhecer Pénis e ir com ele até ao Clítoris.

Oh! Pénis urinou e o barulho despertou Nádegas e os restantes.
- Clitóris! Queremos ir ao Clítoris! - gr
itam em coro.

Como recusar um pedido feito por partes
do corpo tão encantadoras?
Um strip bonito, um bocadinho de líquido de óleo e...
não falta mais nada para começar a entrar.

Mas... não, Lábios!
Não são permitidos trabalhos orais!
Clítoris à vista!
OT

Baseado na obra
|| Disney Contos de Sempre Tomo I ||
Everest Editora

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Mixórdia com Provérbios Populares

Graça, que se teria deitado cedo e cedo erguido, convencida que tal influenciaria o seu crescimento, foi à praça vender peixe e tropeçou no pau que a Dona Chica teria atirado ao gato.

Quando a linda Falua, que lá vai lá vai, ouviu o estalar do pau, disse ao Cuco que não gostava de couves que não valia a pena o Fogo queimar um pau quebrado. O cão que, entretanto, ladrava ao passar da caravana, mas não mordia, caiu na boca do lobo que espreitava o gato de Dona Chica. Encheu o bandalho e encheu-lhe as medidas. O felino, após ver a matança, miou que se fartou e veio a seu socorro sua dona lutar como a Padeira de Aljubarrota, para salvar o couro ao pobre animal.

E chorou lágrimas de crocodilo, o esfomeado lobito que, na volta, só queria lamber-se por um petisco. Quem não tem cão caça com gato, e Dona Chica mandou o lobo para o diabo. Foi numa perna e voltou na outra, salvar seu gato que se havia escondido com o rabo de fora.


Fez de gato sapato para matar o bicho.
Foi à guerra e também levou.
E por Graça se levantar cedo,
tudo se originou.

Se Graça dormisse tardiamente, e se erguesse após a hora,
não haveria tropeços, nem o gato ia embora.
Não era comido o cão, não era partido o pau,
nem havia disputas, nem havia lobo mau.

O gato não teria medo,
o lobo não agia a seu proveito;
e se Graça não acordasse cedo,
tudo terminaria a direito.

OT


Ao anónimo que me elogiou, venho, por este meio,
agradecer deveras!
Thank You very much!
(é clicar para aumentar!)
Porque este vai ser um ano
cheio de fofura...

Momentos de Ternura I

Mãe (para o filho):
tens a cara a sangrar.
Andas-te a esgravatar...

Filho (para a mãe):
É de pensar em ti.








(silêncio)







(silêncio)








(si lên cio)









Filho (para a mãe):
O meu Amor transborda...



[momentos carinhosos]

OT

E estava a dar no outro dia uma Reportagem sobre Nanismo

E o meu pai assim:
'Epá, estas pessoas não têm estatura!'
E eu assim, para comigo:
'Epá, terem até têm. A chatice são os pequenos
problemas que enfrentam no dia a dia'

E depois ele:
'Ah e tal, eles são tão pequenos, escondem-se bem,
e se eu quiser namorar uma anã como é que faço?'
E eu depois:
'Oh, mas isso não é assim "quero namorar uma anã"!
Sei lá... metes nos classificados...'

E a verdade que há que há que respeitar os anões, porque, como diria o outro (Fernando Pessoa), '
eu sou do tamanho do que vejo. E não do tamanho da minha altura'.
E porque os anões têm uma página web e tudo, AQUI!
E até tem o seu próprio emplastro.
Um pequeno emplastro.

Otarice nº 36
O anão meteu-se com a hipotenusa
e o triângulo saiu isósceles.

(e epá... não me consegui conter...)
O meu pai...

... é uma daquelas pessoas que, para entrar em casa, tira as chaves do bolso e toca à campainha. E isso enerva-me. E estou eu, por vezes, ouvindo o tilintar das chaves, para lá da porta, prevendo a sua chegada, e ele toca à campainha. Estou eu em casa sozinho, descansando ou fazendo as minhas necessidades, quando ele vem com as chaves na mão e toca à campainha.

E a minha mãe é outra coisa; chega das compras estafada e, em vez de bater à porta, grita 'FILHO, ABRE A PORTA' e, para cúmulo, acrescenta 'É A MÃE!', como se eu tivesse um índice de inteligência tão baixo que não fosse capaz de associar a palavra filho à minha mãe. E todo o prédio sabe que ela chegou.

Por outro lado, é caso para referir que
deste modo, não se gastará dinheiro em chaves.
Pois, não sendo utilizadas, dificilmente se partirão.
E é um pequeno grande passo no combate à crise económica.