Recordações de Infãncia

Se o estimado leitor, ao qual deveras agradeço por despender o seu tempo comigo, iniciou uma série de suposições acerca da minha pessoa, partindo do título acima, como, por exemplo, 'este otário deve ter feito muito xixi na cama' ou 'aposto que o otário tinha uma pila pequena', bem pode dar meia volta e arredar pé.

Caso, contrário, partilho consigo a
primeira vez em que senti algo a
crescer abaixo do meu umbigo.

Na escola do meu Ensino Médio (2º e 3º ciclo), no acesso à biblioteca, existia uma espécie de pátio. Deslocando-me até ela, sinto uma dor imensa na parte esquerda da nuca, protagonizada por um lance certeiro de um bando de miúdos que ali jogam à bola.
A senhora da recepção, que salientava o peito em camisolas de lã, e aos quais parecia ser dada a função de crescer de dia para dia, ao ver-me entrar, abraça-me com um carinho apetecível. Inicialmente ao consolo, achei bizarro, pois nem nunca nos havíamos cruzado, nem creio que ela tivesse assistido ao incidente, e julguei que
me tivesse confundido por outra pessoa.

Depois -malandrice- pensei,
que se dane, não sei o que se passa aqui, mas que é bom e eu gosto verdade é certa.

E venho aqui, hoje, pedir desculpa, caso tenha roubado este
abraço a alguém. Pois, creio, esta recordação, da minha
nuca naquela camisola quente, tão depressa não
desaparecerá, sendo que ainda hoje
a guard
o.

No outro dia, estava eu a ler um manual para a cadeira de Filosofia Moderna, e, numa dada altura, num período do texto, encontrava-se um asterisco. Em rodapé, uma nota: Tradução, introdução e notas de José Barata Moura, Porto, 1995. E pensei, cá com os meus botões: se realmente acreditasse no destino, entraria em depressão. Se eu, em 1995, quando, nos meus quatro anos me encontrava deitado na areia, nas saudosas 'férias grandes', a ler livros dos Arrepios, me encontrasse ciente que, quinze anos depois, estaria lendo uma série de teorias filosóficas, de um senhor chamado José Barata Moura, que as estaria escrevendo naquele mesmíssimo instante em que eu me debruçava nas histórias de R.L.Stine, entraria em depressão. E comecei a recordar.

Mas como não acredito no destino, e somente lhe dou algum crédito para não menosprezar a Maya, não me incomodam muito esses pensamentos. Por outro lado, envolvi-me num manto de saudade de outros tempos.
Tempos em que reflectia sobre como seria o meu Futuro, que é hoje. E, curiosamente, em tempos antigos, recordo-me de pensar, epá, vou ter saudades disto! Mas encostava-me no silêncio, 'que amanhã ainda falta', e desfrutava.

Ó Tempo Volta Para Trás!
E leva-me novamente àquela moça que trazia
sempre saia curta, quando eu andava na Primária....

(e, que, por acaso, até que tinha perna boa, porque
naquela altura ainda só se olhava para as pernas.
Não se sabia ainda que coisa estranha se encontrava lá no meio.
E não me estou a referir aos joelhos...)




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Agradecimentos: à s'o dona do café.

'...agora, quem é casado tem de dizer
se é casado com uma mulher, por
causa dos homenssexuais...'


Desde pequeno, quando ainda chupava pastilhas Gorila,
que me lembro desta senhora. A s'o dona do café lá da
esquina, cumprimenta sempre que me vê:
'Olá, jovem!'

E eu, só para não ser desagradável, retribuo só o 'olá'. Mas ela é velha, decerto.

No outro dia, então, andava na brincadeira com o marido,
diz que nem está tanto frio assim (o calor é que é pouco),
e que a homenssexualidade é deveras engraçada.
Entenda-se, homossexualidade, pois foi engano da senhora.

Seu marido olhou-a de soslaio,
porventura, com vontade de a corrigir.
Certamente, decidiu bem ao não fazê-lo.
Se a s'o dona o ac
usa de ser homenssexual,
a conversa ainda tomba para outro lado.
E eles já não têm idade para essas coi
sas. OT


'Tudo quanto vemos esconde outra coisa;
adoraríamos ver o que aquilo que vemos
esconde de nós...'
René Magritte











Ilustração (à esquerda) com base na obra The Son of Man, de René Magritte (à direita)
»clique nas imagens para aumentar«


As coisas têm um lado irreverente, um reverso, que é ainda mais curioso e fascinante do que a sua forma evidente, a fachada que apresentam, o rosto; e foi este reverso, este lado negro, que Magritte captou tão subtilmente e tornou visível, desafiando toda a lógica. Magritte, Marcel Paquet, Taschen
A propósito da iniciativa SuperBlogAwards, decidi fazer uma selecção dos textos que mais elogios obtiveram no Blog-Do-Otario. Num Top 10!. A lista parte das publicações que obtiveram maiores respostas por parte dos leitores (da mais antiga à mais recente). Quem tiver alguma crítica ou sugestão, é só deixar um comentário ou enviar para
otario.blogspot@hotmail.com.
Todos os comentários são bem vindos!

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|06-01-09|

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|11-01-09|

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07 - 'Le Croissant' Da Irmã Eunice
|16-03-09|

06 - Otorrinolaringologisticamente Falando
|09-04-09|

05 - Tu és uma galinha. Porque pões.
|20-04-09|

04 - A pessoa do sexo masculino que é o Senhor
|24-05-09|

03 - A Carta de Copulação
|30-07-09|

02 - Playboy
|03-08-09|

01 - O meu pai...
|06-01-10|

Compilação sobre a Pretinha
E a Preta fez-me o Chá Branco
E a Preta tem o olho negro

1440 minutos - O Jornal de Blog-do-Otario
Nº1 Nº2 Nº3

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Para quem não teve oportunidade de ler, leia.
Sei, de fonte segura, que estes textos
são bastante bons.
Ok, a fonte segura sou eu...
...mas a minha mãe diz que sou de confiança...
RAMBÓIA

Rossana Neto, tinha um nariz tão direito, que ficava louca
quando o seu namorado não lhe conseguia dar beijos na boca.
O pobre fazia o pino, fazia a ponte e o avião,
para beijar o seu amor, mas em vão.
E era tão extenso o nariz que Rossana tinha no rosto, a pairar,
que qualquer jovem formoso beijava antes de a beijar.

E até era moça bonita, tinha uns olhos muito lindos,
mas o estranho nariz atingia os 10 centímetros.
E possuia uns belos seios, uma moça elegante,
mas o seu nariz era um caso fascinante.
Tinha umas pernas longas, de fazer inveja a muita gente,
mas o seu nariz era uma coisa demente.

E o pobre que a enamorava, e gostava tanto da moça, nunca conseguiu entender bem o estranho processo da coisa: estendia a rapariga no chão, pendurava-a no bengaleiro, por mais que o rapaz ousasse, não dava um beijo a direito. Ela entrou num estado de depressão profundo: eram os lábios mais sensuais e, talvez, os mais secos do mundo. Ele, para solucionar, tentou pega-la ao colo, e dobrou de tal forma a cabeça, que apanhou um torcicolo.

Ficava o moço descontente,
aumentava o nariz com a idade:
Romeu e Julieta do Presente,
Adão e Eva da actualidade!

Porque é que este post não tem um título suficientemente interessante?
Epá, não sei...







Rudolfo Paciência tinha tanto dupla personalidade que, quando passava pelo espelho, via quatro pessoas. Uma tarde, esgotou-se-lhe o apelido. E ficou só três. Então, ia Rudolfo, um dia, a passear pelo parque, quando escorrega num conjunto de caganitas de pássaro e sussurra 'Epá... aqui há gato!'. Ao que a sua dupla personalidade rectifica: 'ó seu nabo! não vês logo que esta poia saiu do recto de um voador?'.

E, nesse dia, Rudolfo, confronta-se à seria e origina
uma luta: a sua personalidade primeira com a
seu personalidade segunda.
E é tanta a poia que esvoaça pelo ar que
as pessoas, ao seu redor, começam a olhar.
Umas especulam ser um génio, outras especulam ser um louco,
mas tendo a personalidade que tiver,
não deixa de ser o Rudolfo!


E quem assiste à cena, fica de tal modo chocado, que
tudo perde o sentido, e o mundo entra em colapso.


Rudolfo e Paciência lutam num lugar comum, pelos seus ideais,
mas ambos são só um, e ambos são iguais.
E fizeram-se apostas, de novo, na ocorrência, mas o
vencedor já se esperava: foi o Rudolfo Paciência... OT

Obrigado, Edu, pelo comentário!
Recusei por, já não a primeira vez, alguém ter mencionado o meu verdadeiro nome num comentário. Actualmente, prefiro mante-lo em sigilo. Boa semana!

O Rapaz que Falava Demais

Era uma vez um rapaz que falava tanto que um dia caiu-lhe a língua.
Quando, mais tarde, descobriu que as línguas de gato que comia não
suavizavam o problema, percebeu que teria de contar a sua mãe o
o que acontecera:
- Mã, caliu-me a lângua!
- O quê filho?
- A LÂNGUA! CALIU-ME!


Sua mãe não o entendia e seu pai nascera surdo, pobre do rapaz
coitado, destinou-se a ficar mudo. Pegou nas trouxas e zarpou,
partiu para um outro mundo, não o entenderam na hora, não
esperou um só segundo. E então contou o tempo, ficou 'rés vés'
com o nada, pobre do moço coitado, que já tinha a boca inchada.

Então acordou do sonho, e percebeu a fatalidade:
falar, sim, com noção, é uma grande verdade.
E naquele dia calou-se, receoso que a língua caísse.
E que se contasse esta história, toda a gente se risse! OT
-------------------------------------------------------------
E esta? É que há coisas...
O preservativo, afinal, não serve só para praticar o coito...

...e, já agora, porque não mandar mensagens
em preservativos? Se os pombos-correio podem...
Diz que é uma espécie de Rubrica
(I, me and myself)
-VII-

(clicai, clicai... e vê-de as maravilhas do Firefox!)
(Entretanto, na rua, durante um passeio)
Alguém 1 (para Alguém 2) Olha, depois, no caminho
de volta, lembra-me de te lembrar que me lembres
de um assunto, a ver se eu não me esqueço...
Alguém 2 Não, não, não...
na volta esqueces-te mesmo e depois a culpa é minha.
Diz-me qual é o assunto que eu recordo-me.
Alguém 1 Mas não posso...
... é surpresa.
Alguém 2 Surpresa?
Hum... e é uma
surpresa para mim?
Alguém 1 Sim.
Alguém 2 Está bem.

Alguém 1 Já imaginaste se nao tivessemos coluna?
Alguém 2 Não. Mas presumo que seria complicado.
Alguém 1 Então, porquê?
Alguém 2 As cadeiras deixariam de fazer sentido.
Alguém 1 E isso me afectaria?
Alguém 2 Não. Mas ás cadeiras sim.


Dei por mim a fantasiar uma guerra entre
Portugal e Brasil devido à Maitê Proença :\
Semelhante ao filme South Park, com os
protagonistas Terence e Philip a originar
confusão entre os EUA e o Canadá.

OT

E a Preta tem o olho negro
(Pintura de Toia Neuparth)

||Este texto é a continuação da história
E a preta fez-me o Chá Branco||

A pretinha fascina com o seu jeito de andar.
é serena. é gatinha. é moça de apreciar.
É alta*, de rosto firme, beleza de geração.
daquela que não há em filme nem se vê na televisão.

É baixa, mas não anã, tem perna longa, mas não aberrante,
cor de café com leite, não obstante.

Tem tantas qualidades a preta, que também terá de certeza, a capacidade de enfeitiçar, tal faz ao velho querer e ao jovem faz sonhar.

É preta, mas colorida, agradeço por existires,
fazes transbordar sensações, pintas as cores ao arco-íris.
E preta, não temas o escuro, que, se é escuro, se clareia;
e preta, é no escuro, que se tem a melhor ideia.

Pois, se és baixa, guardo grandes recordações, e, se
és preta, garanto-te que são luminosas.
Porque, pretinha, bem sabes, que acho as pretas gostosas.



E ach
o as brancas gostosas.
E acho as amarelas gostosas.
E acho as violetas gostosas.
E as rosas e margaridas.
As papoilas e as tulipas.
(e adorava de ver tua roupa
fora do corpo onde habitas) OT

*
na condição de ilustre:
que brilha ou se distingue por qualidades louváveis.
Célebre. Nobre. Esclarecido; distinto; notável.
in
Grande Dicionário de Cândido de Figueiredo, Bertrand Editora.