Uma torta por dia, nem sabe o bem que lhe fazia
|Tortas de Azeitão, produto nacional (Sintra), doce predilecto do Otário, especiaria de Aniversário|
Divagações 5: Injecta-me com tua líbido mórbida
Se terminarei a vida sendo um velho idiota solitário e rezingão com um monte de gatos que cagam a casa toda e arranham os sofás? Sim, possivelmente será esse o meu retrato. A verdade, é que o meu pai já me relembrou que vou fazer 20 anos e, como que não bastasse, uma amiga distante enviou SMS um mês adiantado desejando-me os parabéns. Fruto de tudo isso, eis que me encontro bastante deprimido, não desanimado, mas deprimido, ora, pois então, debatendo na minha mente os meus planos para o futuro, o que fazer da minha vida, o meu possível esboço de um projecto assente com os pés na Terra. Eis que tomei uma decisão, a mesma cobarde de sempre, de quem nunca criou expectativas na vida e nem tomou partido autónomo de coisa alguma, e que é, lá está, deixar andar, não meter a carroça à frente dos bois, o que virá virá, o destino a deus pertence, em suma, ser o cão raivoso que ladra ao passar da caravana. Porém, porventura, e por outro lado, certo é que, em Janeiro, efectuei três acções há bastante tempo pensadas e repensadas, que finalmente surgiram efeito e que são as que se encontram efectivamente a seguir aos próximos dois pontos colocados propositadamente para o fim em causa: fazer pipocas no microondas, participar no programa Curto Circuito da Sic Radical, comprar uma guitarra. De resto, continua tudo na mesma merda de sempre, a minha vida é uma desgraça, mas há que ver as coisas pelo lado positivo, e decerto se concordará que, este ano, começo a mostrar um pequeno espírito de iniciativa, outrora nulo, existente na enumeração acima mencionada, e, quer isto tudo dizer que, na pequeníssima lista de 'coisas que quero fazer porque gostaria imenso de ver serem feitas' já se encontra dado um pequeno passo. Um pequeno passo para a sociedade, um grande passo para mim.
Se terminarei a vida sendo um velho idiota solitário e rezingão com um monte de gatos que cagam a casa toda e arranham os sofás? Sim, possivelmente será esse o meu retrato. Mas serei um velho idiota solitário com um monte de gatos que cagam a casa toda e arranham os sofás, que sabe fazer pipocas no microondas e tocar guitarra.
|Gnarls Barkley - Who Cares|
Momento Colhogar VII
Irmã: Tu metes dó, sabes? Metes dó.
OT: Eu meto Dó e meto em Si, tu nem metes Lá.
Irmã: Han?
OT: E sou o teu Sol.
The real SCARY MOVIE
O facto de eu estar a aprender a tocar guitarra é que já posso expressar os meus desvarios de forma melódica.
Otariotube - A Vagina da Cristina
Até ao sétimo ano sempre tive paixões não declaradas.
no 11º voltei a amar e não me apercebi. Tarde dei-me
a ver o quão tenho falta de iniciativa. Desde então não amei + ninguém.
Apaguei a luz. Deitei-me em posição de meditação e cerrei os olhos.
João Paulo, Gualter, Felipe e Bogdan. 4 personagens reais, distantes
no espaço temporal, com as quais não mantive contacto prolongado,
mas que foram importantes cada qual na sua altura e maneira. Tentei
imaginá-las todas juntas à volta de uma mesa e não consegui. Absurdo
como a todas considerei um amigo; e, no entretanto, não as imagino
a relacionarem. Porém, nunca se conheceram.
Recordo-me da apelidada Vaca Vermelha, professora de Educação Visual do 3ºCiclo.
Quando raramente comparecia, de antemão se supunha uma aula absurda. Na maior parte, colocava
um jarro por cima de uma cadeira e dizia 'desenhem'. E eram assim os 90 minutos. Uma vez, pegou
no Luís e enrolou-lhe camadas de fita-cola por volta da boca para ele não perturbar mais a aula.
Ainda sinto como adorei. O gajo era um cabrão de merda.
I'm Hot without the 'H' (ou Bettencourt e a podridão de Alvalade XXI)
Estava eu, vindo de pôr o lixo, subindo o último rol de escadas de
corrimão de retorno ao prédio onde habilmente habito, e fico imobilizado,
por um daqueles pensamentos que ocasional e inconscientemente se têm,
na profunda e obscura mente tentada a camuflar, e tremendamente prendo
a minha mão esquerda ao corrimão lateral, agressiva e violentamente, pairando
na minha cabeça uma sensação de Ai meu deus, se eu falecesse perdia isto tudo,
uma coisa tão insignificante, veja-se a vaca da mente, um corrimão de escadas. Depois,
senti um frio no pescoço, normal, de um onze de Janeiro de 2011 por volta das 18:30, fechei
o casaco, e acelerei o passo a casa, não fosse eu me constipar, apanhar uma gripe, e aparentar
certamente já condições propícias a uma saúde débil.
Preconceito (ou Momento Colhogar VI)
(Ao abrir o frigorífico)
OT: Que é isto, dentro da caixa, arroz?
Irmã: À primeira vista parece que sim!
OT: À primeira vista? E à segunda?
Irmã: -.-
OT: Estás a descriminar o outro olho.
Irmã: Pá, à primeira vista...
OT: Ah, geral! Vista geral ahah
Irmã: Amor à primeira vista, como é? -.-
OT: Oh, podia ser vesgo...
OT: Que é isto, dentro da caixa, arroz?
Irmã: À primeira vista parece que sim!
OT: À primeira vista? E à segunda?
Irmã: -.-
OT: Estás a descriminar o outro olho.
Irmã: Pá, à primeira vista...
OT: Ah, geral! Vista geral ahah
Irmã: Amor à primeira vista, como é? -.-
OT: Oh, podia ser vesgo...
|para fábrica de letras e palavras|.....................................................................*
Sois uma cabeça de alho-choço, Alteza (ou Carlos Castro e o enigma do testículo perdido)
Queria abrir uma espécie de bordel da insanidade. Só servia papas. E aos Domingos
era Night Girls, um Brufen com água para as senhoras. Assim não me preocupava
com o trabalho, depois das 8 estaria tudo a dormir e de manhã ninguém se lembraria
de nada. Até podia meter vodka no copo da Cutilde e dizer que é groselha. Só naquela.
Chegar à conclusão de que se está velho aos 19 anos é uma coisa do camandro. Faz-me
recordar um fulano que conheço que gosta de se gabar: 'Ah, eu bebo e fumo há X anos e
ainda cá estou não estou? ahahah', e vai mais uma pinguinha. Eu tiro macacos do nariz
desde que nasci e ainda não se me caíram os testículos. Não tem nada a haver eu sei, mas
é o as pessoas não terem noção. É o não dar um passo maior que a perna, lá está.
Ouviram seus balofos do MacDonalds que têm filhos de 3 anos já mais gordos do que eu?
E já agora... agora com a crise, não faria mais sentido as pessoas se aparentarem
mais magras? deixo-vos com essa questão enquanto vou ali à cozinha...
|Som: We're all to blame - Sum 41|
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