Porque sucumbiste papá?

O Sr. Fernando encontrou um cabelo na sopa. Chamou o empregado e disse: 'empregado, tenho um cabelo na sopa.' O empregado olhou na sopa e viu um cabelo. O empregado lamentou-se e chamou o gerente. O Sr. Fernando disse: 'gerente, tenho um cabelo na sopa.' O gerente olhou na sopa e viu um cabelo. O gerente lamentou-se e despediu a cozinheira. O Sr. Fernando foi agraciado com outra sopa. O empregado e o gerente olharam na sopa e viram que esta não tinha cabelos. O Sr. Fernando comeu a sopa. A ex-cozinheira já não cozinhava ali. O Sr. Fernando ficou de papo cheio. O empregado levou nas orelhas. O gerente deu nas orelhas ao empregado. A ex-cozinheira maldizia o gerente entredentes. E a história fica por um fio. De cabelo.

Cadáveres relativamente mortos

Um tio que abusa de anões ao meio-dia é excessivo. Serem eles metade é uma coisa, serem abusados com o abuso da carga horária é outra. Uma vez tive uma colega anã que se impôs a uma gigante lá da escola, e a verdade é que essa anã gritava com mais fervor que a gigante. As anãs têm tendência a aparentar possuírem coisas grandes, salientam-se. Essa anã agora tem um filho que não sei se é anão ou não, porque nunca o vi, mas como nunca o vi deve ser anão ou então eu teria visto bem. Os anões escondem-se, só vi 2 ou 3 na vida e já fui algumas vezes ao Portugal dos Pequeninos. Pensei que poderia encontrar lá um ou outro a drogar-se e tal, a fumar meia ganza, porque eles também têm direito a ser idiotas, mas não. Talvez estivessem meio indispostos a aparecer. Anões, esses enfermos doentes do chulé chauvinista da Patagónia.

O funeral do anão soberbo

E ela cospe-me na cara e diz que me ama, quando estou sozinho na cama. E ela entra de rompante, com o amante, e dá-me um tiro na nuca que me arrebenta com a peruca. E ela faz-me um dói dói com o saca-rolhas e eu fico com borbulhas. E ela faz cócó em cima de mim e, enfim, eu amo-a. Eu amo-a como uma sardinha ama a sua sardinha. Eu acarinho-a com as mãos e isso é amor. Eu gosto dela e da mãe dela e do cão dela e da sua forma feminina de ser mulher. Nós sermos perfeitos um para o outro. E isso deixa-me tão contente como um morto para o coveiro. E quando estamos a cavar batatas no quintal e eu lhe puxo o avental ela não leva a mal, porque ela sabe que estou só a brincar. E ela cheira a rosas do mar. E eu efectuo fornicações esporádicas com ela. Somos bué felizes dentro dos parâmetros normais.

Rip Blog Motherfucker

Olá humanos e OVNIS não conhecidos. Não tenho escrito aqui, mas era isso ou tirar macacos do nariz, e não quero sujar as mãos. Mas ainda estou vivo, como podem notar. A menos que, após esta publicação, eu tenha sucumbido. Mas sejamos positivos, não com HIV, só positivos; e presumamos que continuo extremamente vivo. Aliás, preciso de estar vivo, porque amanhã tenho coisas combinadas. Estou à procura de ser responsável, não me dá jeito morrer agora. Descobri que tenho ganho seguidores, sejam bem-vindos, desfrutem das mulheres, bebam o vinho... cuidado com cirroses e com a SIDA, há bichos mais violentos que filmes do Takashi Miike.

A arte de ser artista

A crise é tipo... bué. E é difícil a surpresa enregelada nos rosto dos fregueses que vislumbram o destaque de uma violação no Correio da Manhã, o vislumbre de surpresa num bom roubo de cuecas anãs meio cagadas da loja de lingerie, ou um incesto familiar entre parentes. Já não se saboreiam crimes como antigamente. Os larápios aumentam a um ritmo constantemente elevado para cima, e uma boa notícia de cadáveres mortos choca menos que uma galinha transexual. A arte de ser artista tem os seus dias contados. Com este negócio desleal na arte da vigarice só me resta assentar. Não sujarei mais minhas mãos de sangue ressequido, não assassinarei mais seres vivos. Vou procurar outras coisas para matar o tempo... origami de papel, quiçá.

Um título como deve ser

O meu nome é Constantino, com muito tino segundo consta. Tenho o hábito de vestir um hábito para me habituar, porque sou sacristão da sacristia da paróquia lá do bairro onde habito. De quando em vez de vez em quando por vezes vou quando calha ocasionalmente, e sem muita frequência, efectuar ações relativas a necessidades determinadas que constam essencialmente a depositar quantias monetárias de dinheiro para ajudar à contribuição de valores quantitativos no acabamento da construção final da igreja. 
Leio todos os dias a Bíblia com os olhos porque o que adoraria eu gostava de ser muito é padre para ajudar os fiéis oradores que oram a deus a aproximarem-se mais perto dele. Deus todo bom é e todo bom deus será gostar dele fiéis forem. Avé Maria rabo de fora, putas Amén! Comme ça va?, va bien thank you my dear god. Beijinho em teu umbigo de cordão umbilical incógnito, meu ser majestosamente omnipresente.

Crescei e multi-cagai-vos!

Joaquina, minha vizinha, trotinete em Moscavide, no outro dia passei por ti e vi-te, Cutilde, Cutilde Atum, mas que cu tão bom, fazia-te um filho em cima debaixo da mesa, com a luz acesa e pus o cacho de uvas no teu mamilo até deu passas. Passas o tempo a mandareste-te para cima de eu, não sei o que te deu na cozinha acabaste com o guindaste introduzido na parte lateral sudoeste perdeste os brincos no cozido, mas que cu tão lindo. Vindo de ti e tu vens a pé até acolá, será?, serei?, Kambodja? Engravidei-te e a minha vida é uma bosta. Oh, oh, que saudade de viver só, gosta de chocolate e todas a saltar à corda é pixota e suspiros na cama. E ainda reclama do preservativo furado, colchão molhado, colhão assado, sabão roubado, beber bagaço, fazer amasso... se fosse eu mais novo de idade jovem com povo podem na cidade atirarem-se a ti, não me encornudes! Atirarei-te aos cães se fornicaides com outros! Tende cuidado sua adúltera adulta mamalhuda! Virarei-me against you e do teu cu again, cagâine, cagâine, câgaine, en la toilet e mijei-me. Oh, vê-de!, em frente ao carapau e é grande, que glande pau que eu tenho. Que engenho o miau da gata com pernas peludas, tu que tussas, elefanta, com tanto pêlo na garganta. Mas eu te amo-te muito a ti bué e não cheiras a chulé e tu te mandas-te sempre na cama eternamente eu afiambro em teu cu durinho, beijinho e peidinho não faz mal gosto do teu cheiro. Eu quero casar contigo, fazer filho no galinheiro cócórócócó tão bom, andarmo-nos os dois no pópó e pagar portagem, carro na garagem e vamos a pé até Sesimbra. Pimba, pimba, no colchão duro, cu, puro amor, faxabôr de seres fiel ó boa! Casemos em Lisboa, fodamos em Belém, quero-te a ti ter-te e a mais ninguém.
Te Amo-te!

Violencelo violador de suricatas

Tem um nome bonito, parece simpática. E as mulheres socializam e chamam a isto sexto sentido. Como se uma Vanessa não me esfaqueasse um rim, uma Mónica não me violasse o prepúcio... não sei o futuro daquelas três desvairadas, porque não tenho sexto sentido para essas coisas. Mas as mulheres são assim, vêem um sorriso no rosto de alguém e dizem que conseguem ler a pessoa, que aqueloutro tem uns olhos grandes e bonitos e esverdeados e deve ter uma grande aura. Um homem, olha para uma mulher, e não vê nada disso: vê no máximo duas pernas ou um bom decote. E não há que tirar daqui nenhuma conclusão depreciativa, enfim, as mulheres são umas desvairadas; deve ser a porra da lexívia que as faz ver auras.  Eu leio livros, não leio auras. Não ando a estudar para ler auras. E sim, tenho olhos esverdeados, mas quero é te fodas...

O Peidinho Lúcido

Acordo como o orvalho tenso na erva mansa pela manhã. E o meu nascimento é como as estações do ano, mas não anual como elas, diurno. E quando coloco o meu primeiro passo no chão, não sei se serei primavera ou outono, melancólico ou incerto, inverno ou verão, racional ou frontal. E como se esse passo me previsse e anunciasse o meu nascimento ao mundo, só me apetece dormir; e cobrir-me de um manto de incerteza que me aquece ignorante. E assim, tenso, subsisto. 
Como se algo morresse em mim todos os dias. 
E eu não soubesse chorar.

Crepes de Herpes

Caro Senhor deus todo deveras poderoso, se deres pelo meu corpo desfalecido provavelmente já estarei morto. Mas pronto, é a vida. Ou a morte, neste caso. Relembro-me muito bem de me lembrar de recordações antigas, em que vagueava todo semi nu pelo mato, eu e mais ninguém, aliás, ia sozinho, e de ouvir o piar dos pássaros ali em cima no céu alto. Ai, como me alegravam aqueles bichos voadores. Rejubilava todo eu de alegria pelas folhagens esverdeadas caídas abaixo das árvores. Até ao dia em que vieram uns senhores ali com motosserras no mato sem motas e os senhores começaram a matar as árvores. Ai, quão entristecido me abati com aquele abate! Ai, quão penoso padeci, ai meu deus, ai meu deus, ai meu deus. Que o sol me entranha todo no globo ocular na ausência dos ramos grossos e compridos e seu monstruoso manto morador, folhas, sim, é a isso que me refiro. Para onde irá um sem abrigo da rua como eu agora? Que folhagem nocturna me preencherá no leito? Ai, ai, ai. Ui. Ai, ai. Ui, ui, ai.

Indivíduos Endividados

Instalo o meu ódio atrás da estante de leitura, porque hoje já ninguém lê, esta estante é boa para guardar surpresas. E com música nos ouvidos trauteio as ruas com tesão. Acordei cedo, depois de um chá de insónias, com o meu crucifixo na mesa de cabeceira. Há dias assim, em que aparecem crucifixos, ou sabor a cona, nem pingo de devoção ao Senhor nem amor à puta da costela. Passo a passo, o 
compasso, de espera, para ver esse cu gordo. Que idade terás? Não tenho a certeza se estou certo, mas ou cedo desperto ou enlouqueço, neste antro de rameiras. Fecham-me as pálpebras como a vontade à vida. Sinto-me psicopata e não matei ninguém. Compreender o meu ódio atrás da estante será uma surpresa para mim.