11/01/10

Mixórdia com Provérbios Populares

Graça, que se teria deitado cedo e cedo erguido, convencida que tal influenciaria o seu crescimento, foi à praça vender peixe e tropeçou no pau que a Dona Chica teria atirado ao gato.

Quando a linda Falua, que lá vai lá vai, ouviu o estalar do pau, disse ao Cuco que não gostava de couves que não valia a pena o Fogo queimar um pau quebrado. O cão que, entretanto, ladrava ao passar da caravana, mas não mordia, caiu na boca do lobo que espreitava o gato de Dona Chica. Encheu o bandalho e encheu-lhe as medidas. O felino, após ver a matança, miou que se fartou e veio a seu socorro sua dona lutar como a Padeira de Aljubarrota, para salvar o couro ao pobre animal.

E chorou lágrimas de crocodilo, o esfomeado lobito que, na volta, só queria lamber-se por um petisco. Quem não tem cão caça com gato, e Dona Chica mandou o lobo para o diabo. Foi numa perna e voltou na outra, salvar seu gato que se havia escondido com o rabo de fora.


Fez de gato sapato para matar o bicho.
Foi à guerra e também levou.
E por Graça se levantar cedo,
tudo se originou.

Se Graça dormisse tardiamente, e se erguesse após a hora,
não haveria tropeços, nem o gato ia embora.
Não era comido o cão, não era partido o pau,
nem havia disputas, nem havia lobo mau.

O gato não teria medo,
o lobo não agia a seu proveito;
e se Graça não acordasse cedo,
tudo terminaria a direito.

OT


Ao anónimo que me elogiou, venho, por este meio,
agradecer deveras!
Thank You very much!
(é clicar para aumentar!)