03/03/10

No outro dia, estava eu a ler um manual para a cadeira de Filosofia Moderna, e, numa dada altura, num período do texto, encontrava-se um asterisco. Em rodapé, uma nota: Tradução, introdução e notas de José Barata Moura, Porto, 1995. E pensei, cá com os meus botões: se realmente acreditasse no destino, entraria em depressão. Se eu, em 1995, quando, nos meus quatro anos me encontrava deitado na areia, nas saudosas 'férias grandes', a ler livros dos Arrepios, me encontrasse ciente que, quinze anos depois, estaria lendo uma série de teorias filosóficas, de um senhor chamado José Barata Moura, que as estaria escrevendo naquele mesmíssimo instante em que eu me debruçava nas histórias de R.L.Stine, entraria em depressão. E comecei a recordar.

Mas como não acredito no destino, e somente lhe dou algum crédito para não menosprezar a Maya, não me incomodam muito esses pensamentos. Por outro lado, envolvi-me num manto de saudade de outros tempos.
Tempos em que reflectia sobre como seria o meu Futuro, que é hoje. E, curiosamente, em tempos antigos, recordo-me de pensar, epá, vou ter saudades disto! Mas encostava-me no silêncio, 'que amanhã ainda falta', e desfrutava.

Ó Tempo Volta Para Trás!
E leva-me novamente àquela moça que trazia
sempre saia curta, quando eu andava na Primária....

(e, que, por acaso, até que tinha perna boa, porque
naquela altura ainda só se olhava para as pernas.
Não se sabia ainda que coisa estranha se encontrava lá no meio.
E não me estou a referir aos joelhos...)


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