18/09/10

u MAC me happy (Província dos obséquios)

Pressinto como possa parecer estranho a famintos de julgamento o meu percurso disfarçado de monotonia.

Irrita-me a vulgaridade. Irrita-me o ter de comparecer num certo e determinado espaço igual todos os dias para efectuar certas e determinadas coisas iguais todas as semanas. A normalidade repugna-me. Pois então, os momentos quando ziguezagueio sem rumo, servem senão mais para eu me libertar da constante da vida.

Sou ansioso demais ou iludo-me demais em expectativas, para continuar fechado sempre nas mesmas 4 paredes, é demais para mim. Eu já tentei, eu já tentei, mas tenho de ter um bom ombro que me aponte a direcção e me sirva de aconchego, para chegar a bom porto. Senão tenho de gritar. Com nexo. Sou consciente. Sou consciente. Sou consciente. E não possuo a necessidade de o provar.



Atrai-me o desconhecido no sentido de conhecimento e o obscuro no sentido de criar luz.
Gosto de quem não adere a modas e possui um estilo inteligente de ser, auto-construção ausente de banal.
Amo quem arrisca dar o salto nos sonhos que cria e parte à acção quando outros como eu ficam na teoria das letras por fazer.

Distrai-me o compasso de espera entre o que se vai fazer e o que é feito. A Terra deveria ser como 1 cubo mágico: virar-se constantemente ao ponto de cada pessoa viver uma nova vida em cada casa onde cai.
Confundem-me as pessoas que seguem um caminho idêntico de vida durante anos sempre com um sorriso no rosto. Não acredito que
Certo Passado mói-me e dói-me e prefiro esquecer a chorar. Um caminho com pedras só cria feridas nos pés e faz abrandar o passo, melhor é limpar a estrada primeiro e seguir adiante sem o medo de tropeçar.

Quando me contradizem na minha razão geral, prefiro calar-me a encher mentes com peneiras.
Das imensas vezes em que encontro dificuldades em adormecer, como caso, vem-me à
lembrança a personagem do miúdo em Inteligência Artificial e cresce-me uma inveja.
Estou a ler-me e a achar isto tudo banal.
Desprezo-me de me auto-banalizar.

Acho que falta algo no que se chama vida, é tudo tão
distante mas óbvio. As vidas são todas iguais,
embora com percursos alternados.

*