18/11/10

Divagações 4: Rabanada de vento com Peanut Butter

Seus pi pi do pi, mereciam ser pi com pi lubrificante em cima da mesa da cozinha! Parece que se reuniram todos à volta de uma mesa a tomar café e disseram 'Ah! Vamos tramar este gajo!'. Se virem o meu nome na TV, sim, fui eu o criminoso. Ah não sabem o meu nome... too bad. Estou mesma naquela de estar ali a pensar nisto. Já não basta 1 pessoa viver neste mundo globalizado, parece um rato de laboratório do sistema capitalista, não há nem sequer 1 nico do globo que não tenha sido remexido pelo Homem, seria o mais, estragámos tudo somos reféns do nosso próprio império homem racional rei dos animais qual quê o único animal que põe fim à sua própria vida onde já se viu um veado a enforcar-se deve ser deve sociedade hierarquizada mas tirando o dinheiro é tudo a mesma laia não são os coelhos que fumam e esses nem pensam veja-se lá a inteligência. O que mais me estranha nas pessoas é elas me parecerem tão diferentes de mim. Acontece-me em certas circunstâncias de conversa, julgar o meu próximo e pensar: 'Ena pá, este sujeito é-me deveras interessante. Deve ter uma vida experimentalmente satisfatória em sensações!'. Por outro lado, talvez os outros pensem o mesmo de mim, e eu chego a casa e vou ver o Doraemon, tipo... nem tudo o que parece é. A menos que seja o verbo Ser, esse é 2 vezes, uma porque é, outra porque é, é um algo e é o ser. Por aí, acho eu. Não há cá entrar em confrontos como o ser e dizer: 'AH seu panisgas de um raio TU NÃO ÉS NADA sabias! TU NÃO ÉS NADA!', porque obviamente que ele é alguma coisa e não há dúvidas disso. Agora que penso nisso reforço a minha capacidade de noção de inteligência. Estou bastante contente comigo mesmo, quase saltava de alegria se não fosse aquele sucinto pormenor de não me apetecer. Não há nada a fazer em relação a isso, não me apetece e pronto, culpemos a sociedade. Não sei porquê mas culpemos a sociedade, essa que me rodeia rotativamente numa rotina de rotas redondas porque o mundo é uma bola. Culpemos a sociedade, por um motivo inventado agora neste momento: a sociedade é... é social, hum, e as coisas sociais têm tendência a generalizar, e isso faz entrar uma crise de valores recriada, pela janela da cozinha de uma pessoa, que está a comer 1 pão com Peanut Butter e sente um arrepio pela espinha acima devido à rabanada de vento e raciocina: 'Meu Deus! Eu sou 1 pessoa igual às outras! Como é que isto foi acontecer? Agarrei numa fatia de pão e, de repente, pressenti que é totalmente isto que as pessoas fazem: comer! Como pude ser tão casmurro para perder a minha identidade Meu Deus...!'. É mais ou menos por aí, geração Morangos Com Açúcar que ouve a mesma mesma música de caca que todos os outros que vêem Morangos Com Açúcar e ouvem música de caca! Sim, isto é para vocês, seus desperdiçadores de tempo perdido! Porque há gente que deveria ir para os países árabes, esse clã Carreira, ia para lá onde dão um tiro a quem canta. São esses e aquelas personagens que uma pessoa do sexo masculino, digamos, eu, olha, e mira, e volta a olhar, e reflecte: 'Ena pá, que bela saliência lateral, era bem capaz de fazer um test-drive naquilo.' Depois olha melhor e repara que aquilo nem é tanto o que parece, vai mais de perto e é 1 tipo. E a pessoa do sexo masculino, digamos, eu, diz Hug... c'a nojo! E fica com aquela imagem desagradável captada pela retina durante uma semana. Coisas, enfim. O que se há-de fazer... são situações que uma pessoa não pode enveredar, digamos,, como aqueles fumadores que abomino, que vai uma pessoa descer as escadas da Estação de Comboio e leva com o bafo do gajo que vai à frente, só apetece gritar: 'Ó SEU ATRASADO DE MERDA, SERÁ QUE NÃO PODIAS ACENDER O CIGARRO LÁ FORA SEU FILHO DA MÃE? É NECESSÁRIO PREJUDICARES A MINHA SAÚDE Ó ATRASADO?'. Há gente que não tem noção nenhuma sinceramente... o senhor administrador cá do Prédio mora no andar de baixo perto da porta de saída e, mesmo assim, acende o cigarro dentro do prédio é 1 cheiro que não se pode. Isso deixa-me triste e frustrado e uma coisa é certa; eu nunca fumei, porém, se me surgirem no Futuro problemas associados, eu juro que pego numa caçadeira e não morro sozinho. Isso é uma coisa certa que podem apontar seus fumadores inconscientes. Isso tira-me do sério não ter controle na minha vida, depender dos outros todos pá, só estradas e estradas já ninguém anda a pé, e quem anda 'tá tramado já ninguém quer saber dos peões é xeque-mate em todo o lado até nas passadeiras é 1 vergonhas 1 pessoa não encontra segurança em lado nenhum. É a história mais vergonhosa da História das histórias vergonhosas! É uma vergonha este mundo pá! É que depois uma pessoa tem isto do raciocínio e compreensão, mas nem de mim próprio assumo razão ou compreendo... sei lá o que sou, quem sou, para onde vou, e tu és mais do que eu te invento, tu és um mundo com mundos por dentro e temos tanto para contar, vem esta noite fomos tão longe a vida toda, tu és um anjo que demora porque amanhã é sempre tarde demais; Sei de cor cada traço do teu rosto do teu olhar cada sombra da tua voz e cada silêncio que tu faças meu amor sei-te de cor sei por que becos te escondes sei ao pormenor o teu melhor e pior sei de ti mais do que queria e numa palavra diria amor sei-te de cor; Dois corações sozinhos a dor juntou dois corações perdidos sem ter ninguém bastou um só carinho e tudo mudou entre nós começou mal e acabou bem. Medleys desta minha cabeça. É tudo tipo Leandro, 'amor vem', 'amor volta', 'amor não me deixes', 'amor amo-te', entenda-se lá a solidão do rapaz coitado que ninguém o quer Baby Baby Oh When U Smile e tal franjinha bonita cérebro congelado. Aquilo nem com um picador de gelo lá vai tem de ser à estalada eu cá acho que quando ele pinocar e tiver noção das letras que cantarolou ainda se suicida para aí num beco. É de uma pessoa perder a cabeça. Literalmente.

|Vídeo: Cee Lo Green/Gnals Barkley - Fuck You|