01/11/10

The Pacific Age

A vida... bem... o que posso dizer dela?
Sendo um pessimista nato, acho-a vulgar. Mas isso sou eu,
que me aborreço com o mínimo esplendor de um sorriso alheio
após uma reflexão individual da ocorrência... deviam prender
tipos como eu, que desprezam esta vulgaridade monotonamente
repetitiva da ocasião de se estar vivo, uma PIDE do sentimentalismo
de base, que é como quem diz, vais ali para o Tarrafal para
aprenderes a apreciar um momento com uma moça roliça 
em vez de ó depois andares a divagar que, apesar de 
tudo, tanto faz e que a vida é toda assim, nasce-se 
vive-se e morre-se e lá no meio é tudo igual, seu 
desagradável mundano inconsciente!
...e lá ia eu levar umas pauladas na cabeça e 
saia de lá fino. A cambalear, mas fino.
Mas quem sou eu para ter o descabimento de me queixar,
e quem raios se interessará sobre a vida desta pobre pessoa,
a não ser ela mesma, com o seu amor impróprio e auto-estima
variavelmente deambulante? Pois, senão mais, você, que me 
deixará um comentário deveras enriquecedor para a continuação
da minha existência que, porventura, para a semana não me recordarei,
trocando por miúdos, me entrará num ouvido e sairá pelo outro, ou,
mais propriamente, e tratando-se de uma mensagem escrita posteriormente
lida, entrará nos meus glóbulos oculares e sairá do ponto receptor alojado 
no meu cérebro e que deve ter um nome todo estranho de que nunca 
ouvi falar e que só a classe médica mostrará interesse em tomar conhecimento.