23/10/11

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Silêncio. E ouvem-se os pássaros lá fora. Desço à escadaria principal das emoções, fechando a porta Presente para que não entrem estranhos. Não vejo pássaros. Abstraio-me desconcertadamente. Tenho loiça para arrumar, gavetas trancadas no coração. Caminho em linha recta em caminho determinado. O que virá depois - não sei. Numa loja de espelhos toda a realidade é estrangeira: olhares que me entrecruzam de forma directa - meu molde gelatinoso - passos ao lado dos meus e já não viajo sozinho. Sem certezas suspiro. E tu, pessoa no espelho, sentes o meu coração?    ***