24/08/12

O peidinho de Lucífer

As escolhas que tomo em colheres de veneno têm efeitos breves mas tardios. Coleciono-me de fugazes decisões tremidas que tombam como fruta ao chão. Não me consigo ver a teu lado. Não encontro em que espaço de tempo julguei necessária nossa união. E no entanto, duvido que esteja sendo coerente. Conheço-me demasiado bem para não saber de mim. Não mereço nada. Se eu fosse meu pai, deserdava-me. 
Se eu fosse minha irmã cuspia-me na boca enquanto dormia. Se eu fosse minha tia incestuosa violava-me com um dildo. Sabes? Não preciso que tenhas pena de mim, sua galinha alcoólica. Seriam mais prestáveis teus ovos de orifício anal, tua urina de vodka preta. Para mim, és um Passado que está para trás. E se todos vamos morrer, eu que vá para o Inferno. Ao menos posso fazer churrascos. E nudismo. E ver gajas nuas. Gajas más e nuas e boas que foram para o Inferno.